Resposta direta à pergunta do Emmanuel: pra onde o anúncio está direcionado, pra que público, o que está errado e o que fazer agora.
Diogo, Emmanuel — vocês perguntaram pra onde o anúncio está indo e por que o movimento caiu. Tem resposta, e não é misteriosa: em 15 de julho a configuração do anúncio do salão foi trocada, e a troca piorou o resultado de um jeito que dá pra medir. Esse documento explica o que aconteceu sem termo técnico, o que precisa ser desligado hoje, o que entra no lugar, quanto custa cada caminho e o que dá pra esperar — e quando.
Sempre que uma dessas aparecer, é isso que significa:
É o nível que já provou funcionar, com a configuração certa, no próprio histórico da conta de vocês. A seção 5 explica por que esse é o valor certo pra começar agora — e não o mínimo nem o mais alto dos três caminhos possíveis.
Até o dia 15 de julho, o anúncio do salão mostrava a propaganda pra gente de oito bairros específicos — Aflitos, Casa Forte, Derby e Madalena na zona norte, Boa Viagem, Pina, Ipsep e Imbiribeira na zona sul — e priorizava aparecer pra quem realmente parava pra olhar. De cada 1.000 pessoas que viam esse anúncio, quase 7 paravam pra olhar a vitrine. Pra um restaurante com música ao vivo, isso é bom.
No dia 15 de julho essa campanha foi pausada e substituída por outra, configurada de um jeito diferente: em vez de escolher os bairros certos e priorizar quem para pra olhar, ela mostra o anúncio pra qualquer pessoa dentro de um raio de 4 quilômetros da loja, de 18 a 65 anos, e prioriza só aparecer pro maior número de gente possível — sem se importar se essa gente para ou não. O anúncio ainda podia aparecer até 15 vezes por dia pra mesma pessoa, o que cansa sem gerar ação. O resultado: de cada 1.000 pessoas que veem esse anúncio hoje, menos de 2 param pra olhar. Essa campanha está há 20 dias no ar sem gerar um único pedido rastreado.
Ao mesmo tempo, desde o dia 10 de julho não existe nenhum anúncio rodando pro delivery — o mesmo delivery que o Emmanuel já identificou, por conta própria, como o caminho pra fazer a terça-feira não ser um dia perdido.
A troca de 15 de julho foi um engano de configuração — trocou uma campanha que funcionava por uma que prioriza quantidade em vez de atenção. A correção começa agora, e a seção 2 explica exatamente o quê.
Então: não é que o público parou de gostar do Carnalho. É que, desde meados de julho, o anúncio está mostrando pra gente aleatória em vez de gente certa, e o delivery está desligado justamente nos dias em que mais faz falta.
| Campanha | Decisão | Motivo |
|---|---|---|
| Reconhecimento Institucional Salão (raio de 4 km) | Desligar hoje | 20 dias no ar, menos de 2 em cada 1.000 pessoas param pra olhar, e nenhum pedido gerado. Manter isso ligado só queima o pouco de saldo que resta. |
| Terça do Hambúrguer (mesma configuração de alcance) | Desligar hoje | Mesmo problema — menos de 2 em cada 1.000 param pra olhar. |
| Vendas de Mesas — Dia dos Pais (09/08) | Manter ligada | É a que está funcionando agora: quase 24 em cada 1.000 pessoas param pra olhar, e já gerou uma venda registrada. |
Três frentes, cada uma falando com um público diferente, do jeito certo pra cada um:
| Campanha | Fala com quem | O que mostra | Quando roda |
|---|---|---|---|
| Salão — Casa Cheia | Moradores dos oito bairros de renda média-alta (zona norte e zona sul), entre 25 e 55 anos — o perfil de quem já frequenta o Carnalho | Convite pra vir curtir a música ao vivo e o pão de alho na brasa, com vídeo curto e fotos | Todos os dias, reforçado sexta, sábado e domingo |
| Delivery Carnalho | A mesma região, mas focado em quem está em casa e vai pedir pelo celular | Frete grátis pra pedir pelo site | Só terça, quarta e quinta |
| Datas especiais | Quem já decidiu comemorar algo específico naquela semana | Convite de reserva de mesa pra data (ver calendário na seção 6) | Só nos dias que antecedem cada data |
A campanha do delivery volta com a mesma mecânica de frete grátis que já rodava até o dia 12 de julho — não é ideia nova, é religar o que já tinha funcionado antes.
| Dia | Salão | Delivery |
|---|---|---|
| Segunda | Ligado | Pausado |
| Terça | Ligado | Ligado, com frete grátis |
| Quarta | Ligado | Ligado, com frete grátis |
| Quinta | Ligado | Ligado, com frete grátis |
| Sexta a domingo | Ligado, com reforço de verba | Pausado |
A lógica é simples: sexta a domingo é quando o salão naturalmente enche, então é onde o anúncio do salão pesa mais. Terça a quinta é onde o próprio Emmanuel já apontou que o delivery é a resposta certa pra um dia de casa fraco.
O saldo disponível agora é R$ 229,90, numa conta pré-paga. Qualquer coisa acima disso é decisão de vocês dois. Antes de mostrar os três caminhos, um dado do próprio histórico da conta que muda a conversa:
Em maio e em junho o anúncio usava a mesma configuração boa — bairro certo, prioridade em quem para pra olhar. A diferença entre os dois meses foi só o tamanho do investimento: maio gastou quase o dobro de junho, e o resultado foi quase o dobro — 95 conversas e 57 pedidos no site em maio, contra 55 conversas e 30 pedidos em junho. Em ambos os meses, cerca de 16 em cada 1.000 pessoas paravam pra olhar — bem diferente dos menos de 2 em cada 1.000 de agora. Isso mostra que a configuração de junho funciona. Ela só precisa de dinheiro suficiente pra rodar o mês inteiro, no salão e no delivery ao mesmo tempo.
Por isso a recomendação não é o mínimo pra sobreviver, nem o valor mais alto do histórico — é o nível que já rodou, com a estrutura certa, e trouxe resultado real. Repor esse nível é o passo responsável antes de pedir mais investimento: prova que a correção funciona com números do próprio mês, e só depois disso faz sentido decidir se vale subir mais.
Dá pra religar a configuração certa com o que sobrou de saldo, dividido entre salão e delivery, priorizando terça a quinta.
R$ 28/dia pro salão todos os dias, R$ 38/dia pro delivery só terça, quarta e quinta, mais o reforço nas datas especiais (seção 6) tirado do próprio giro da verba do salão naquela semana, sem custo extra.
Quase o dobro do investimento de junho, incluindo reforço maior nas três datas do calendário.
O próprio histórico do Carnalho já mostra: propaganda de data específica funciona muito melhor que propaganda genérica. No Festival de Rock de 18 de julho, 41 em cada 1.000 pessoas pararam pra olhar o anúncio — mais de 20 vezes o resultado da campanha de alcance que estava no ar na mesma época.
| Data | Dia | O quê | Prioridade | O que fazer |
|---|---|---|---|---|
| 09/08 | Domingo | Dia dos Pais | Alta | Já está no ar e funcionando — manter e reforçar verba nos dias que faltam. |
| 11/08 | Terça | Dia do Estudante | Média | Teste pequeno pra ver se uma data específica muda o padrão fraco de terça — o público do Carnalho é de família com filho em idade escolar. |
| 05 a 07/09 | Sáb a Seg | Feriado da Independência — fim de semana prolongado | Alta | Reforçar a verba do salão nos três dias — feriado prolongado historicamente puxa mais gente saindo à noite. |
| 15/09 | Terça | Dia do Cliente | Alta | Cai numa terça — chance direta de testar se uma data especial resolve o que a terça comum não resolve. |
Antes de comprometer verba em qualquer uma dessas datas, precisamos confirmar com vocês se a casa tem estrutura pra atender a demanda naquele dia (cardápio, equipe, banda tocando ou não) — isso é decisão de vocês, esse plano cobre só a parte do anúncio.
O que acontece: desligar o que não funciona, religar a configuração certa no salão, recriar o delivery, e manter o Dia dos Pais rodando até domingo.
O que não esperar ainda: reversão visível no caixa nessa semana. É ajuste de máquina — o efeito começa a aparecer na semana seguinte.
O que acontece: primeira semana com salão e delivery rodando cheios, no formato corrigido.
O que dá pra olhar: se as pessoas voltaram a parar pra olhar o anúncio — ainda é cedo pra julgar mesa cheia ou pedido em alta, mas já dá pra ver se a atenção voltou.
O que acontece: primeira leitura confiável se o pedido pelo delivery voltou a subir nas terças, quartas e quintas, e se as mesas do fim de semana melhoraram.
Ajuste fino: se algum público específico não estiver respondendo, trocamos a imagem ou o texto do anúncio pra ele.
O que acontece: mês fechado, com número completo pra comparar contra junho e contra maio.
Decisão: com esse número na mesa, decidimos juntos se sobe pro nível de maio ou se mantém o de junho por mais um mês.
A primeira metade do mês é ajuste e teste. É só na segunda metade que dá pra confiar no número. E o salão físico tende a reagir mais devagar que o delivery, porque decidir sair de casa exige mais do cliente do que decidir pedir comida — então o delivery deve mostrar sinal de melhora primeiro, o movimento do salão vem um pouco atrás.
Pra ser direto sobre o que está fora do alcance de qualquer anúncio:
Nenhum desses pontos serve de desculpa pra manter uma campanha que não funciona — isso é o primeiro passo do plano, seção 2. Mas também não seria honesto prometer que ligar o anúncio de volta resolve tudo sozinho.